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domingo, 30 de outubro de 2011

INTERPRETAÇÃO DE CARTA DE LEITOR


Prezado Editor,

Li a matéria publicada na edição de 6 de julho, sobre os acidentes envolvendo motociclistas, e queria dizer que discordo de uma parte do que foi escrito, ou seja, sobre os causadores dos acidentes envolvendo carros e motos, um contra o outro. Na minha opinião, ao contrário do que foi escrito, creio firmemente que, em tais situações, quem mais causa acidentes são os condutores de veículos de QUATRO rodas, até mesmo por uma questão de lógica; sendo a moto um transporte tão vulnerável, chega a ser inconcebível e ao mesmo tempo cômico que alguém, conduzindo-a, contribua para a causa de acidentes em que se envolva, eis que muito provavelmente só danos irá colher; é o único resultado alcançado nessas situações, ou sempre quando um veículo de menor porte bate em outro de porte maior. O dito transporte (moto) é o meu preferido, para driblar o lento trânsito mossoroense, e digo que, conforme define o jornal no mesmo artigo, sou motociclista, respeito as leis do trânsito, mas vejo muitos carros cujos condutores não têm o devido respeito com a vida humana, salvo se não for imperícia propriamente dita. Os maiores sustos que tomei foram proporcionados justamente por motoristas desatentos, ou, no mínimo, descuidados: curvas malfeitas, celulares colados na orelha com só uma das mãos ao volante - e às vezes as duas coisas de uma vez só -, disputa pra pegar sinal verde - e cortá-lo se não vier outro carro em direção perpendicular -, inesperadas subidas de BR, vindos de estrada carroçável, freios bruscos e sem motivação, manobra sem sinalização prévia (dobrar sem dar sinal e vice-versa), arrancar como um jato DC-10, obrigar motociclistas a usarem de toda a habilidade - e sorte - possíveis ... São muitas as razões que se encontra para mostrar o menosprezo de motoristas por motociclistas. Acho que isso podia ser corrigido de uma forma simples, a meu ver: bastaria que o Detran só liberasse a carteira a quem soubesse conduzir os dois veículos, para ter a medida exata do que é estar dos dois lados da situação, vendo-a por dois ângulos e entendendo-a melhor, à exatidão. Representaria crescimento para o condutor, que saberia avaliar melhor a situação do outro, ensinar-lhe-ia a respeitar o trânsito e principalmente a vida. Uma vez que lida com o mais precioso dos dons, o órgão deveria ser o mais criterioso possível, fiscalizando mesmo a quem já tivesse a primeira habilitação (que deveria ser temporária ou condicional), com blitzes contínuas e sobretudo severas e minuciosas. Minha opinião, não é voz isolada; em encontros de motociclistas, esporádicos ou planejados, esse assunto sempre vem à tona. Mesmo quando se para em qualquer lugar buscando proteção da chuva, não raro sempre se relata acontecidos envolvendo os dois tipos de veículos e a conclusão a que se chega é que a culpa é do motorista do CARRO. Alguns com detalhes bizarros: um caso relatado foi o de que um carro derrubou uma moto - e o ocupante - e a condutora do veículo que bateu saiu do carro ainda falando ao celular, apesar de achar que tinha toda a razão!

Saudações,

Juarez Belém
Motociclista - Mossoró/RN




Interpretação textual
1. O Leitor escreve a carta para
(A) mudar as leis de trânsito.
(B) explicar as regras de trânsito.
(C) criticar uma reportagem do jornal.
(D) agradecer aos motociclistas.

2. O Leitor defende que
(A) as regras de trânsito são muito severas.
(B) os automóveis independem de proteção especial.
(C) os condutores de automóveis infringem as leis.
(D) as regras são diferentes para motociclistas e motoristas.

3. Sendo uma carta, o locutor e o interlocutor são respectivamente
(A) o motociclista e o editor/os leitores do jornal.
(B) os cidadãos e o editor do jornal.
(C) o motociclista e seus companheiros motociclistas
(D) os motoristas e os leitores do jornal.

4. O principal argumento utilizado pelo autor da carta demonstra a
(A) imprudência dos motoristas de carro.
(B) situação de vítima dos motociclistas.
(C) inexperiência dos motociclistas.
(D) falta de sinalização das vias públicas.

5. É possível inferir pela Carta do Leitor que a reportagem do jornal, que estimulou a Carta,
denunciava
(A) as ações imprudentes dos motociclistas no trânsito.
(B) a inexperiência dos motoristas de carro no trânsito.
(C) a precariedade das motocicletas que circulam pelas cidades.
(D) os pedestres que não respeitam a sinalização.

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